Transição, globalização e intimidade. Rio de Janeiro, século XIX.
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Contrapondo-se a David S. Landes em sua apologia a paradigmas que atribuem a riqueza e a pobreza das nações a diferenças climáticas, este trabalho propõe análises dos encontros de homens e mulheres de terras distantes, na perspectiva de longa duração histórica. Destaca impactos societários das economias de tempo sobre modos de vida artesanais advindos da ampla circulação de mercadorias em diferentes tempos e lugares, propondo revisões do economicismo de analyses das transições em areas coloniais. Nas condições históricas do Rio de Janeiro, em especial, dadas as singularidades do século XIX, associa globalização e intimidade, tratados usualmente como esferas separadas. Espera, assim, ampliar a visibilidade de experiências históricas cujos sentidos civilizadores consolidam a pobreza e a riqueza das nações por perversos modos de reprodução social.

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